O Graffiti no Brasil – Parte 2

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A versão de Graffiti atual difere-se da antiga, pois se consolidou como uma expressão de Pop Art. Pop Art é a arte que tem aspectos de coisas populares e também está inserida nesse meio. É importante enfatizar que o Graffiti se modificou através dos anos, buscando inspiração em diversos artistas, principalmente plásticos e se tornou ao mesmo tempo referência no mundo todo, bem como quanto sinônimo de vandalismo.

O Brasil é o maior exemplo disso: um dos núcleos principais dessa arte é reconhecido até mesmo mundialmente, mas ainda assim a população massiva não sabe discernir da pichação. Em suma, o grafite tornou-se uma forma de protesto, que não mede esforços visuais para impactar o ambiente.

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“Não gosto de limitar o que vou fazer. Prefiro deixar as coisas acontecerem, gosto de chegar ao muro e descarregar na hora. Tem de ter sentimento para pintar, não é só desenhar no papel e jogar no muro”, afirma Everton Diego, o Billy, um dos principais expoentes dessa arte, com traços marcantes e fortes, inspirados por Frida Kahlo e Jean-Michel Basquiat. Ele conta que começou sozinho, pois na época era difícil os outros compartilharem o conhecimento. Então, resolveu comprar revistas de arte plástica e se deparou com um mundo, o qual ele levou como base para seus desenhos.

Outros artistas brasileiros bastante conhecidos são Os Gêmeos, uma dupla de irmãos que grafita mundo afora, tendo reconhecimento não só como uma das influências mais importantes da cena paulistana, mas mundial. A dupla já realizou trabalhos em diversas cidades dos Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Cuba, Grécia, entre outros. O trabalho deles leva diversos temas para debate e reflexão, com assuntos como a família e críticas sociais e políticas.

Na cena paulistana, atualmente temos nomes como Tikka, Crânio e Alex Senna. Todos com estilos próprios que marcam as ruas da cidade.

Agora, na cena mundial, destacam-se os nomes: Banksy (polêmico artista britânico que grafita desde os anos 70), Edgar Mueller, Kurt Wenner, Aryz, Smug, entre outros.

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Tendências

Como se percebe, a arte do grafite tem evoluído cada vez mais através dos anos, ganhando grande reconhecimento. O rumo que todos esperam para o futuro é que legalmente o grafite comece a ser considerado uma arte (coisa que está longe de acontecer em muitos países). Em tendências, podemos perceber que aos poucos o ambiente das ruas não parece mais tão satisfatório, sendo que a arte tem adentrado locais privados, como restaurantes, cinemas, shoppings centers, etc. A moda contemporânea busca muitas influências na street culture, fazendo com que o Grafite vire tendência não mais de um nicho, mas de um modo de se expressar, o qual interessa a um grande público.

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O 3D também se faz cada vez mais presente. Antigamente, percebia-se, apesar da intervenção no meio público, algo semelhante ao simples olhar de um quadro. Conforme olhamos para grafites atuais, percebemos o constante uso do 3D, brincadeira em relação à ilusão de ótica e objetos do cotidiano. As críticas sociais não devem ser amenizadas e no Brasil essa arte deve desenvolver-se, principalmente em resposta às necessidades das comunidades.

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