O Graffiti no Brasil – Parte 1

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A década de 60 foi um ano importante, pois os espaços urbanos passaram a se transformar artisticamente no Brasil. Uma comunicação que visualmente começou a ganhar força em terras brasileiras foi o Graffiti, que consiste em uma arte gráfica representada pelos seguintes aspectos:

  • Desenhos;
  • Símbolos;
  • Letras.

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A exploração desse tipo de comunicação ocorre de maneira iconográfica, ou seja, os sentidos mais exigidos são os visuais, já que se trata de imagens dispostas sobre espaços como paredes, muros, áreas públicas e privadas.

O impacto dessas imagens, por sua vez, pode ocorrer por meio de técnicas dimensionais, graças à união entre cores e traçados, que vibram e contrastam com o ambiente em que foram feitos os Graffitis.

A relação entre o Graffiti e o hip-hop é bastante íntima. O surgimento deste, nos EUA, ocorreu por volta dos finais dos anos 60, em regiões marcadas pela pobreza, desigualdade e violência. Esse movimento cultural esteve fortemente presente em subúrbios como Bronx, Harlem e Brooklyn, caracterizados pela presença maciça de negros e latinos.

O Graffiti está presente predominantemente em regiões suburbanas, com pequena presença em centros urbanos. Essa característica artístico-geográfica é semelhante em muitos países, tais como:

  • Bélgica;
  • Canadá;
  • EUA;
  • Senegal.

No Brasil, porém, especialmente em regiões como Rio de Janeiro e São Paulo, a presença do Graffiti nos centros é grande. O que muda entre essas metrópoles é que na região carioca o centro possui mais Graffiti do que nas periferias. Já na região paulistana há equilíbrio entre a arte de rua no centro e nos bairros distantes.

Surgimento do Graffiti nos EUA

Na década de 60, principalmente, os grafiteiros utilizavam sua arte em vagões de trens e metrôs. Entre os principais nomes que se destacaram na arte nos veículos sobre trilhos estão os nova-iorquinos Keith Haring e Jean Michel Masquiat. Outro nome de destaque, especialmente na década de 80, foi o de Jean-Michel Basquiat, nascido antes de o movimento grafiteiro tomar proporções gigantescas, em 1960, no Brooklyn.

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Inicialmente, as inscrições dos Graffiti eram realizadas através de pincéis atômicos. Posteriormente, houve a substituição por sprays. A presença das chamadas “tags”, conhecidas como assinaturas, passaram e emergir por toda a região de Nova Iorque, onde não mais apenas os trens estavam grafitados, como também outros lugares, tais como:

  • Tapumes;
  • Carros;
  • Caminhões;
  • Postes.

Grandes personagens do Graffiti norte-americano não enveredaram pelo estilo tag do Graffiti. Alguns deles, como Jean-Michel Basquiat, Keith Haring e Kenny Scarf, exploraram o estilo livre de arte, cujo Graffiti tinha mais sentido plástico do que de assinatura.

Graffiti no Brasil

O Graffiti chegou ao Brasil em 1964. O apogeu dos desenhos urbanos ocorreu na década de 80. Em São Paulo, por exemplo, regiões como a Vila Madalena se tornaram grande referência, uma vez que era onde se situava a maior parte dos grafiteiros. Com isso, muitos espaços como muros tiveram a presença de Graffitis, sendo esses locais transformados em murais artísticos.

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Os principais nomes do Graffiti no Brasil são os gêmeos Gustavo e Otávio Pandolfo. A abordagem dos irmãos está muito ligada à família e à crítica social. Outro grafiteiro ícone é o Cobra. Também existem mais pessoas, tais como:

  • Zezão;
  • Alex Senna;
  • Binho Ribeiro.
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